Mosteiro de Alcobaça e a história de Pedro e Inês

Você já ouvi falar sobre a trágica história de amor entre Dom Pedro I e Dona Inês de Castro? Conheça os detalhes desse romance através de uma visita ao Mosteiro de Alcobaça, em Portugal.

Mosteiro de Alcobaça e a história de Pedro e Inês

Alcobaça fica localizada no centro de Portugal, a 92 quilômetros ao norte de Lisboa. O ponto de grande destaque da cidade é, sem dúvidas, o Mosteiro de Alcobaça, que data do século XII. Classificado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco e uma das Sete Maravilhas de Portugal, foi o primeiro edifício construído totalmente no estilo gótico em terras portuguesas.

 Porém, quem não conhece muito bem a história do país corre o risco de deixar passar desapercebido o tesouro que esse edifício protege. Ali, no transepto do Mosteiro, estão os túmulos do rei Dom Pedro I (1320-1367) e Dona Inês de Castro (1320-1355), casal que protagonizou uma das mais trágicas histórias de amor.

D. Pedro I ainda era príncipe de Portugal quando casou-se com Constança Manuel, uma nobre castelhana que chegou ao país acompanhada de sua dama de companhia galega, Inês de Castro. Apesar de recém casado, D. Pedro se apaixona por Inês e inicia um romance com a moça. Após a morte precoce de Constança, o casal assume publicamente a relação. Porém, descontente com o escândalo que aquilo representava e com o fato de aliar a coroa à família Castro, Afonso IV (1291-1325), pai de D. Pedro e então rei de Portugal, sentencia Inês à morte. O assassinato acontece quando o filho sai para caçar.

 “Agora é tarde, Inês é morta”

Túmulo de Inês de Dona Castro no Mosteiro de Alcobaça (Imagem: Mateus Bastos)

Porém, a vingança é um prato que se come frio. Quando D. Pedro I é coroado rei em 1357, revela que anos antes havia se casado em segredo com Inês de Castro. Isso significa que sua amada poderia ser considerada rainha póstuma de Portugal. E assim foi feito.

D. Pedro manda construir para o suntuoso túmulo que encontramos hoje no Mosteiro de Alcobaça e os restos mortais de Inês, que se encontravam em Coimbra são transferidos para lá. Diz a lenda que no meio desse processo o rei decide fazer a cerimônia de coroação da rainha. Seu cadáver teria sido colocado em um trono e os nobres foram obrigados a beijar a sua mão, como mandava a tradição. Seu desejo de vingar a morte de Inês não acaba por aí: dois dos três homens responsáveis por assassiná-la foram encontrados, torturados e mortos de forma cruel.

O termo “Agora é tarde, Inês é morta”, utilizado quando nos referimos a uma situação irreversível, surge a partir dessa história. De acordo com a cultura popular, o próprio príncipe teria proferido a frase quando foi persuadido por sua mãe a não se vingar de Afonso IV.

Túmulos

Túmulo de Dom Pedro I (Imagem: Mateus Bastos)

O rei também encomenda um túmulo para si nos mesmos moldes dos de sua esposa. Apesar dos detalhes mórbidos que circundam a história de Pedro e Inês, seus mausoléus são de uma beleza única. Feitos ao estilo gótico, possuem imagens detalhadas em alto relevo que contam histórias religiosas nas laterais. Acima, foram talhados seus corpos rodeados por anjos.

Como já era de se esperar, Inês foi retratada com sua coroa na cabeça. Por fim, os túmulos foram posicionados um de frente para o outro. Assim demandou Dom Pedro, para que suas almas se encontrem logo após a morte. Centenas de anos depois, o local segue como o   altar que representa o amor transcendental de Pedro e Inês.

É possível conhecer o Mosteiro de Alcobaça em uma viagem de bate-volta a partir de Lisboa. De carro o trajeto dura 1h40. Mas caso você precise passar uma noite na cidade, não deixe de conferir no viagens.com.br as melhores ofertas de estadia.

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